A Danfoss foi a única companhia consultada pela Dedini que não declinou da proposta por achá-la tecnicamente inviável e usou seu conversor de frequência VLT® Automation Drive FC 300 como base para todo o processo.
Outra forma de partida é a utilização de componentes como soft starters, que diminuem a energia necessária para a partida em até 30%, ou conversores de frequência de média tensão. O sistema DSS, criado pela Dedini, maior fabricante de equipamentos sucroalcooleiros do Brasil, com cooperação tecnológica da Danfoss, líder mundial no setor de pesquisa, desenvolvimento e fabricação de controles eletromecânicos e eletrônicos, mostrou-se uma alternativa a esses cenários.
O projeto teve início em 2008, quando a Usina Santa Juliana buscou uma alternativa no mercado com bom custobenefício que permitisse o aumento do caldo produzido utilizando apenas uma nova moenda e a infraestrutura já existente. Também era uma preocupação da usina evitar os danos e atrasos causados pelo entupimento do desfribador ou pelas panes elétricas que podem ocorrer quando motores de grande porte são acionados.
A Danfoss foi a única companhia consultada pela Dedini que não declinou da proposta por achá-la tecnicamente inviável e usou seu conversor de frequência VLT® Automation Drive FC 300 como base para todo o processo. Desta forma, foi possível finalizar o DSS, que basicamente regula uma partida progressiva em motores de média tensão com o suporte de pequenos motores de baixa tensão que, ao contrário dos equipamentos similares do mercado, não são desligados imediatamente após o acionamento, pois isso torna todo o conjunto mais caro e menos eficiente.
Com a nova solução, a usina já economiza a cada safra 9.000 KVA na partida do motor do nivelador (conjunto de 1.500 HP); 15.900 KVA na partida do motor do picador (2.650 HP); 18.000 KVA na partida do motor do desfribador (3.000 HP). A nova moenda utiliza um único gerador de 15 MVA, não tendo sido necessária a aquisição de nova caldeira ou de outro gerador.
Soma-se à economia de energia um maior controle da cana processada no desfribador, evitando travamentos causados por uma inserção excessiva de matéria-prima no equipamento, o que causa prejuízos na produção de toneladas/hora. Tal precisão no processo é obtida pelos dados que o sistema envia automaticamente ao centro de controle da usina. Mesmo em caso de travamento, o conversor de frequência que controla os motores de baixa tensão podem reverter as máquinas, resolvendo o problema rapidamente e sem a necessidade de que pessoas entrem na esteira de alimentação.
Além da Usina Santa Juliana, outras duas usinas, uma no Brasil e outra na Bolívia, já adquiriram a solução DSS e mais de 70 cotações estão em andamento. A nova solução para partida de motores de grande porte é útil tanto para usinas novas que buscam um sistema de baixo consumo de energia ou que utilizarão geradores pequenos quanto para as já existentes que precisam de uma nova linha de moagem, mas não têm os recursos disponíveis para a compra de geradores mais potentes. As características técnicas do DSS fazem do sistema, desenvolvido por engenheiros brasileiros, algo único no mundo e com preços competitivos comparado a soluções de partida direta, soft starters de média tensão e conversor de frequência de média tensão.