“Os equipamentos atenderam às expectativas de cada parceiro da Refrisat e funcionam perfeitamente, com a manutenção da temperatura muito mais estável do que seria se usássemos válvulas de expansão mecânica, sem contar que também ajuda a prolongar a vida útil do projeto e da infraestrutura."
A parceria existe há 35 anos, desde o início das operações da Refrisat, que utiliza componentes da multinacional dinamarquesa em diversos equipamentos e aplicações para atender às demandas de clientes diversos. Entre os principais segmentos que a empresa brasileira atende, estão o de transformação de plástico, metal mecânica, automobilístico, hospitalar e químico.
No novo Chiller de grande porte que a Refrisat está disponibilizando para o mercado, os componentes Danfoss aplicados são as válvulas de expansão eletrônica ETS 100 e o Scroll Tandem SZ482 (compressores Scroll ligados em paralelo) que utilizam fluido refrigerante ecológico. O engenheiro Bruno Magalhães, gerente industrial da Refrisat, explica porque optou por esses produtos. “O uso de válvulas de expansão eletrônica nos dá a certeza de um produto final de melhor qualidade,confiabilidade e que consome menos energia para suprir à mesma necessidade. Isso garante não apenas o produto, mas o funcionamento de toda a solução. Já a opção pelo Tandem, além de ser uma nova tecnologia em compressores mais eficiente do que compressores tradicionais, o fato de ele já vir montado em paralelo agiliza o processo de finalização dos equipamentos que fabricamos, o que nos permite entregá-lo mais rapidamente para o cliente”.
Os chillers de grande porte podem ser utilizados em indústrias de setores variados e, naturalmente, para diferentes finalidades. No caso da indústria do plástico, aumenta a produtividade em resfriamento de moldes; em metal mecânica, é aplicado em centrais de usinagem para controlar e estabilizar a temperatura na produção de peças; no segmento médico, é de uso específico em radiologia para resfriar o gás hélio em equipamentos de ressonância magnética, mercado que, segundo a Refrisat, tem crescido consideravelmente. Com a necessidade de atender a demandas tão distintas, a Refrisat desenvolve tanto equipamentos dentro de determinados padrões de mercado quanto customizados para as necessidades de cada cliente.
De acordo com o engenheiro Bruno Magalhães, os resultados dos chillers já comercializados com a válvula de expansão eletrônica ETS 100 e o kit Tandem SZ482 são bastante positivos, já que clientes que optaram por essa solução se mostraram bastante satisfeitos. “Os equipamentos atenderam às expectativas de cada parceiro da Refrisat e funcionam perfeitamente, com a manutenção da temperatura muito mais estável do que seria se usássemos válvulas de expansão mecânica, sem contar que também ajuda a prolongar a vida útil do projeto e da infraestrutura. Isso é muito importante porque também reduz custos de manutenção e evita a interrupção ou diminuição do ritmo do processo produtivo. Acredito que as válvulas de expansão eletrônica são uma tendência irreversível para o mercado de engenharia térmica e vemos isso quando apresentamos soluções como essa para os departamentos de engenharia de nossos clientes, essa característica tem sido bastante valorizada por eles”, pontua o gerente industrial da Refrisat.
Gustavo Asquino Vieira, engenheiro de vendas da Danfoss do Brasil, confirma que o mercado tem mesmo sido cada vez mais receptivo para as válvulas de expansão eletrônicas e quais são os diferenciais técnicos que explicam isso. “A procura por uma válvula como a ETS 100 tem realmente aumentado no mercado de produção de Chillers. Todo sistema precisa de uma válvula de expansão, mas esta em especial, além de fazer o que as demais fazem, mantém o superaquecimento do sistema otimizado. Esse tipo de válvula é a melhor solução existente no momento e tem como principal função controlar o superaquecimento do sistema, resultando em eficiência energética. Com ela, temos melhores condições de obter um bom Coeficiente de Performance (COP, na sigla em inglês), que é a capacidade de se retirar calor sobre a potência consumida do compressor, ou seja, é a relação da capacidade de refrigeração fornecida pela consumo de energia do compressor. Quanto maior for o índice nessa relação, melhor será o COP, com o evaporador fornecendo potência máxima e consumindo menos energia”. Carlos Sussumu, representante da Danfoss do Brasil, acrescenta: “Manter o menor superaquecimento possível faz com que o evaporador apresente um desempenho melhor. Assim, ele consome menos energia e se mostra mais eficiente para cumprir a sua função básica”.
Além do consumo menor de energia, as válvulas eletrônicas também viabilizam operar com temperaturas muito mais precisas, o que aumenta a qualidade dos processos.