A adoção de inversores de frequência foi uma das ações necessárias para diminuir o gasto de R$ 14 milhões por mês em energia elétrica
No Brasil, com foco principal na carne bovina, a JBS tem capacidade de abater 41,2 mil animais diariamente. Em termos econômicos, a empresa tem o custo médio de R$ 23 por boi. O valor reflete em todas as fábricas espalhadas pelo país. Localizada em Campo Grande, a planta sulmato-grossense é uma das mais novas e a que apresenta maior eficiência energética. Para o gerente corporativo de engenharia e manutenção da empresa, Walter Murback, o uso da tecnologia nas novas fábricas contribui diretamente para a diminuição do consumo elétrico em toda a companhia. “Temos um gasto de 1,1% no que diz respeito à energia. No geral, isso representa aproximadamente R$ 14 milhões ao mês. Desta maneira, qualquer aplicação para diminuir esse número é válida”, explicou.
Segundo Murback, cada unidade de produção tem independência para aplicar suas próprias ações em relação à economia de energia. Quando possível, os exemplos positivos são replicados nas outras plantas. “Não centralizamos o poder nesse tipo de política. Deixamos as equipes locais trabalharem em seus próprios ambientes, pois a probabilidade de apresentarem bons resultados é maior”, destacou. Entre as melhorias realizadas na eficiência energética da JBS estão a adoção de inversores de frequência nos compressores e condensadores da sala de máquinas, purgadores de ar para o sistema de amônia e separadores de líquido no subsolo, sendo este último responsável pela diminuição em 2ºC nos frigoríficos. Também foi promovido o reaproveitamento dos gases de saída da graxaria para o aquecimento de água, armazenamento de água quente para limpeza e reciclagem do calor da água para esterilização de facas.