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No aeroporto de Guarulhos, ar condicionado é sinônimo de economia.

A Infraero, pensando em soluções eficazes para reduzir os gastos com energia, implantou no Aeroporto de Guarulhos um sistema de monitoramento e controle dotado de conversores de freqüência Danfoss. Resultado: uma economia de R$ 1,5 milhão ao ano. É a alta tecnologia, gerando eficiência energética a favor do meio ambiente. É a prática do EnVisioneering®, mais uma vez, comprovando a sua eficácia.

Com novas aplicações e equipamentos, maior aeroporto do Brasil obteve economia de mais de 30% nos gastos com energia.

O dado assusta o bolso de qualquer um. Segundo a Abrava (Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento), cerca de 50% da conta de energia elétrica de um empreendimento, seja ele empresarial ou público, como um aeroporto, é de ar-condicionado. Ou seja, refrigerar um prédio, por exemplo, tornou-se tão caro quanto banhá-lo de ouro. No entanto, basta procurar um pouco para achar alternativas de economia de energia no mercado, as quais acabam sendo, no final das contas, verdadeiros milagres financeiros.

Pensando em soluções eficazes, a Infraero (Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária) iniciou em 2004 um projeto de eficientização energética do seu sistema de ar condicionado. Até então, as unidades resfriadoras de líquido possuíam baixa eficiência térmica comparada aos equipamentos hoje existentes no mercado, nenhuma automação e uma considerável parcela do sistema de ar condicionado na conta mensal de energia elétrica. "Tínhamos um alto consumo de energia elétrica, além de um custo de manutenção pesado em relação às unidades resfriadoras de líquido", relata Antonio Montano, gerente de manutenção da Infraero.

De acordo com o engenheiro, caso o projeto de reestruturação não fosse colocado em prática, o sistema de ar condicionado não suportaria a demanda do aeroporto, tendo em vista que nos últimos anos houve um aumento de área dos terminais de passageiros e, conseqüentemente, aumento da carga térmica instalada e implemento de condicionadores de ar.

Resultado: os 60 mil passageiros que circulam pelo aeroporto de Guarulhos todos os dias passariam calor, literalmente. O projeto foi dividido em duas partes. Primeiro, a troca das unidades resfriadoras de líquido. Depois, a implantação de um sistema de monitoramento e controle dotado de conversores de freqüência e válvulas de balanceamento distribuídos ao longo da rede de água gelada. O resultado é inquestionável: uma economia de R$ 1,5 milhão ao ano e a garantia de pleno funcionamento do sistema de ar condicionado. "Um terço dessa economia se deve aos conversores de freqüência", diz Ricardo Miranda de Oliveira, coordenador de manutenção eletromecânica da Infraero.

Na segunda etapa, a empresa vencedora do certame licitatório apresentou à comissão de fiscalização, em conformidade às especificações técnicas da contratação, a utilização de conversores de freqüência da Danfoss, sendo aplicados para eficientização das torres de resfriamento e bombas primárias e secundárias de água gelada.

No entanto, esse projeto não é simples como aparenta. A sua realização e os resultados positivos alcançados só foram possíveis devido à parceria em desenvolvimento, pesquisa e planejamento entre Danfoss e Infraero. "Para a aplicação dos conversores de freqüência foi realizado um estudo para identificação dos principais pontos a serem corrigidos e das necessidades que o sistema teria para obtenção do melhor regime de operação dos equipamentos", destaca Rafael Piovani, engenheiro de vendas da Danfoss.

"Trocamos as máquinas que existiam por equipamentos de ponta. No entanto, a energia ainda era mal distribuída pelos 1.270 metros de tubulações do sistema de água gelada do aeroporto. Nessa situação, o potencial de eficiência cai bruscamente e você acaba desperdiçando energia. Os conversores de freqüência auxiliaram justamente nisso, a utilizar os recursos energéticos da melhor maneira possível, de acordo com a demanda", ressalta Montano.

Atualmente, são mais de 80 conversores de freqüência da Danfoss auxiliando no transporte de mais de um milhão de litros por hora pela Central de Água Gelada do aeroporto (CAG), entre 6ºC a 11ºC. Já a perspectiva em médio prazo é a de ampliar o projeto. "Queremos aplicar os resultados alcançados nos demais setores do aeroporto que ainda não estão 100% automatizados e trabalhar com conversores de freqüência, como nos ventiladores de insuflação e retorno dos condicionadores de ar", completam os engenheiros da Infraero, Montano e Oliveira.