O alumínio é extraído da bauxita, um minério terroso que passa por diversos processos até a obtenção do alumínio puro. O primeiro deles é a mineração, que consiste na extração do minério de bauxita da jazida. Após essa extração, é feito o processo de refino onde a bauxita é triturada e misturada a soluções químicas que separam a terra da alumina ou óxido de alumínio, um pó branco semelhante ao açúcar.
Essa alumina transforma-se em alumínio através do processo de redução eletrolítica. Nele, a alumina é dissolvida em outro banho químico dentro de grandes células revestidas de carbono denominadas cubas. O alumínio é retirado dessas cubas e levado para fornos de fundição onde é misturado a outros metais, adquirindo propriedades específicas para determinados usos.
O metal puro e líquido vai para a área de lingotamento onde é colocado em moldes formando os lingotes ou tarugos que depois são beneficiados ganhando características específicas para fundidos, forjados, perfilados ou extrudados.
O alumínio se faz presente em nosso cotidiano. O alumínio além de ser um produto leve, porém resistente como aço oferece um ótimo incentivo à economia mundial, pois é indefinidamente reciclável, ou seja, é possível obter uma nova safra de alumínio a partir da reciclagem do mesmo. A versatilidade também é um ponto forte desse metal e pode ser observada pelo contato com produtos do cotidiano, como chassis e blocos para motor de carros, pinturas automotivas, fuselagem e trens de pouso para aviões, latinhas de bebidas e laminados, como alumínio em folhas e filme para embalagens longa vida.Como a Danfoss participa de tudo isso?O transporte do alumínio retirado das cubas após o processo de redução eletrolítica é feito por pontes rolantes de translação e elevação de duas formas distintas: a corrida do metal líquido e a sacagem de pinos.Entrevistamos o Sr. João Henrique Dantas, Supervisor de Manutenção, para um depoimento preciso sobre a aplicação dos Conversores de freqüência Big Drives Danfoss nas pontes rolantes da Alcoa.
P: Como trabalham as pontes rolantes?
JHD: As duas atividades operacionais básicas realizadas pelas pontes rolantes nas salas de cubas são: corrida do metal líquido, que é a retirada do alumínio líquido das cubas eletrolíticas e sacagem de pinos das cubas, que é a retirada dos pinos verticais responsáveis pela distribuição de corrente elétrica dentro da cuba.
P: Como surgiu a necessidade de automatizar essa aplicação?
JHD: A Alcoa está em fase de implantação de um novo projeto na sala de cuba s. O projeto é chamado de New Soderberg, cujo investimento previsto está na ordem de U$ 140 milhões. Este projeto possibilitará uma tecnologia de processo para mais 40 anos de operação. Até 2012 serão adquiridas 6 novas pontes e precisávamos garantir a confiabilidade das pontes existentes. Realizamos então, um estudo de confiabilidade das pontes rolantes existentes e observamos pontos de falhas nas fases de translação e elevação. A partir daí, iniciamos o processo de revitalização e modernização nas pontes das linhas 1 e 3.
A revitalização consistiu na reforma de todo o sistema elétrico das pontes e dos painéis, bem como a substituição dos cabos, relés, etc. Durante o processo de modernização na translação das pontes, foi identificada a necessidade da eliminação do freio hidráulico e dos motores de anéis, pois eles eram os responsáveis pela baixa disponibilidade operacional e ergonomia. O operador da ponte, durante seu turno de seis horas, acionava o pedal do freio hidráulico mais de 250 vezes o que causava desconfortos físicos além de não obter precisão de movimento.
P: Como a Alcoa chegou até a Danfoss?
JHD: Através da equipe mundial de pontes rolantes que além de regulamentar as normas internas, compartilha informações e experiências em todas as unidades da Alcoa.
P: Como foi o processo para se encontrar essa solução?
JHD: O Big Drive Danfoss possui 4 setups de programação que se encaixaram exatamente com o que precisávamos, pois as pontes têm duas formas de serem operadas, por controle remoto ou pela cabine de comando, e como temos os processos de corrida do metal e sacagem de pinos, temos 4 possíveis operações. Coube como uma luva. Então programamos os setups e partimos para os testes.
P: Quanto tempo os conversores estão em funcionamento?
JHD: Há oito meses. Desde junho de 2006.
P: Quais os benefícios obtidos com esta solução?
JHD: O primeiro benefício é que a instalação do conversor de freqüência possibilitou limitar a velocidade de translação das pontes rolantes de acordo com as normas internacionais da Alcoa, a norma 30.2.7. Esta norma estabelece que a velocidade de translação das pontes rolantes não ultrapasse 105 m/min.
O segundo benefício é justamente a ergonomia. Como já mencionei anteriormente, com a extinção do sistema de freio hidráulico os operadores sofrem menos desgastes físicos e obtém maior precisão na sacagem dos pinos.O terceiro benefício é o aumento da confiabilidade e disponibilidade operacional das pontes aliada à diminuição dos custos de manutenção. É notória a tendência decrescente das emergências destas pontes.
P: Para concluir, qual outro diferencial do trabalho da Danfoss o Sr. apontaria?
JHD: Recebi da Danfoss um ótimo serviço de pós venda. Começando com as visitas e as reuniões em busca da solução, depois o acompanhamento de start up, os treinamentos aos operadores e a manutenção do conversor é feita sempre por um profissional qualificado. Estou realmente satisfeito.
Por Edmar Comenalli de Andrade